quarta-feira, 23 de maio de 2007

E se um dia...

... Nós nos deparássemos em um vilarejo aonde nada possui nome, nada é rotulado, tudo simplesmente É, será que conseguiríamos viver, sem precisar dizer nomes, simplesmente usá-las, saber o seu significado, mas não precisar nomeá-las?
Em meu ponto de vista, seria algo impossível para alguém como nós que nomeamos até seres microscópicos. Teríamos que nascer neste lugar, só assim aprenderíamos um novo modo de ver o mundo, sem preconceitos, o mundo seria algo com modelagens múltiplas, quando cada um enchergaría de um modo "igual", porém com pensamentos diferentes e únicos.

Por que nao deixamos nossos preconceitos de lado e vivemos uma vida "sem rótulos"?
Os preconceitos atrapalham, em tudo, seja na rua, em festas, no dia-a-dia, no trabalho, só fazem com que tenhamos uma vida mais árdua, mais complicada, pois sempre tentamos fugir deles, mas não conseguimos, eles nos rodeiam!
Um copo d'água, uma abóbora, uma bola, tudo é formado de conceitos que são elaborados por nós mesmos, ou que são impostos pela nossa cultura, até antes de conhecermos as tais coisas, ou até mesmo antes de saber o que é um conceito.
Isso se aplica quando vemos uma pessoa e antes de trocar uma palavra, já a rotulamos de algo que tenhamos pensado só no fato de a visualizar. E, que nao maioria das vezes, é errada, e também sem fundamentos.
POR QUE NÃO DEIXAMOS DE LADO OS NOSSOS PRECONCEITOS E VIVEMOS NOSSA VIDA SEM RÓTULOS?

3 comentários:

gui disse...

aiii zório, vou ver c escrevo u mtexto nu findi falando sobre o seu, abraço mano!!!

Caroline Jacques disse...

Caríssimo Sobrinho Óreon (que eu tanto gosto hehehe)

Sobre a questão dos conceitos e pré-conceitos, achei interessantíssima a sua análise. Mas devo admitir que é um assunto complexo que envolve desde a filosofia - categorias de entendimento do mundo - e acredito ser Hegel o principal expoente. Loucura total, na verdade muito legal, mas foge um pouco do meu campo de conhecimento (que digo de passagem, é curto)
Agora falando em conceitos formados previamente, vulgo pré-conceitos...acho que é um exercicio que se faz dia-dia afim de afasta-los...sem dúvida que eles são condicionados socialmente e culturalmente...Cocordo com os que dizem que é preciso uma mudança de paradigmas.
Bom querido, era mais ou menos isso,
Parabéns pela iniciativa, escrever é altos exercicios de auto-análise, beijo no seu coração!

Anônimo disse...

Brilhante atitude esta de expôr temas aboradados no mundo acadêmico. Parabéns!
Estes conceitos que nomeiam as coisas do mundo são as representaçõe sociais, ou seja, categorias que são utilizadas para promover o entendimentos entre os pares. Sem elas, viveríamos em um mundo polifônico onde ninguém se entenderia. Estas simples palavrinhas que carregam consigo o significado das coisas são o fundamento das relações sociais e, em última instãncia, a identificação entre as pessoas.Através desta identificação que aproxima as pessoas é que nasce a tão cara transferência nas análises Freudianas.
Tema instingante e muito trabalhado nas ciências humanas...Um texto que vale a pena ler é o chamado "As Formas Elementares da Vida Religiosa" de Émile Dürkheim, a introdução, o capitulo 1 e a conclusão já esclarecem muita coisa!

E os preconceitos? É um desafio viver com eles, ainda mais quando somos vítimas de atitudes preconceituosas. Acho que a filosofia ajuda um pouco a superar os conflitos advindos deles. Negando toda verdade absoluta e ciente que todos almejamos a certeza sobre as coisas, só podemos pensar que cada um é dono de sua verdade. Algumas que são um completo disparate e outras carregadas de uma maior racionalidade. Assim somos obrigados e aceitar a diversidade , mas cuidando para não cair no relativismo absoluto, só podemos confessar que existe muita mediocridade em determinadas atitudes.
Sem mais divagações...um abraço apertado de quem te admira,
Roberta